Michaela Iacoe
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O que está em meu peito
Volto àquele restaurante onde estivemos juntos pela última vez. Sento na mesma mesa e escolho o mesmo prato. Apenas como quem busca as últimas palavras em um velório. Só que desta vez o cadáver é o meu. Não sei quantas vezes morri e reencarnei desde aquela quinta-feira de outubro que mais parecia um pesadelo do qual eu ainda insistia em não acordar, mas sei que agora acabou. Pela primeira vez desde que você chegou eu deixei de acreditar. Tudo que me ocupa o peito é um vazio. Simplesmente não me importo mais. Tua falta já não sangra. O membro do amor foi amputado, arrancado como num parto à fórceps. Agora só aquela frase de Tsvetiáieva insiste em martelar na minha cabeça, sem me deixar fugir, como que me levando de volta ao meu lugar: "De alguma maneira arrasto para o amor alguma coisa que faz com que ele não se realize, se disperse, se desfaça".
Michaela Iacoe
Enviado por Michaela Iacoe em 11/04/2017
Alterado em 24/04/2017
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